Sobre o escombro do nosso extinto lar que
A dôr e o sofrimento enchem de desalento,
Minha’alma triste abisma sem acismar,
Na amargura letal que adormece o sol dos nossos dias.
? Triste e só na branca solidão da tarde doce e algente,
Num sonho persistente , peço ao meu pobre e doente coração
A dulcida lembrança dos dias de bonança ainda a sorrir-me longe do passado.
E sonho … e sonho! Pelo azul sem fim
Evoco a tua imagem e am lacida miragem vem sentar-se a sua sombra
ao pé de mim,
Que me enche de conforto nesse meu escuro horto, onde em vão os meus Olhos
Te procuram.
E louco e triste eu vejo a renascer das brumas do passado aquele sonho alado que nos mostrava o claro arvorecer da aurora aurifugente dum porvir sorridente, a entremostrar-nos uma paz estranha,
E sonho … e sonho… a tarde branca e fria desmaia tristemente como sonho dolente que soluça na morte erma e sombria da minha alma ferida pela mão homicida dalgum Genio de mãe que odeia o Amor.
Andorinhas aos pares cruzam o ar e em risos e carinhos demandam os seu ninhos… E na nudez da tarde a desmaiar vem o anjo da Saudade na minha solidade, recordar-me a Aventura que perdi.
? só numa tristeza indefinida, num sonho de demente , julgo ouvir brandemente a tua voz suave e adormecida, cantando os versos meus.-Quantas saudades, ó Deus !- Os versos que eu rimava em teu regaço.
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